quinta-feira , 23 março 2017
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Mulher é arrastada 350 metros no asfalto pela viatura da polícia no Rio

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Mulher foi arrastada por viatura da polícia por 350 metros.

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Uma mulher foi atingida por dois tiros durante uma operação policial na favela do Morro da Congonha, em Madureira, Subúrbio do Rio, o crime aconteceu neste domingo (16), a mulher auxiliar de serviços gerais Cláudia da Silva Ferreira, com idade de 38 anos, teve seu corpo arrastado por mais ou menos 250 metros, ela ficou presa a um carro da Polícia Militar quando estaria sendo “socorrida” pelos PMs. A corporação disse que Cláudia foi socorrida por uma viatura que a teria levado ao Hospital Carlos Chagas.

Em vídeo feito por um cinegrafista amador que seguia na avenida junto ao carro da PM foi pelo site do jornal Extra, no entanto, mostra a vítima enroscada no para-choque da viatura que supostamente tenha caído do porta-malas e arrastada no asfalto.

As pessoas na rua gritavam, tentando avisar os policiais, mas eles não ouviam. Só pararam por causa do sinal e, aí, conseguiram ouvir o que as pessoas diziam. Dois policiais, então, desceram da viatura e puseram o corpo de volta no carro – disse o cinegrafista.

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Testemunhas dizem que os agentes que conduziam o veículo foram avisados de que ela estava pendurada. Os três PMs que participaram do “socorro” foram presos nesta segunda (17).

Segundo o comandante do 9ºBPM, tenente-coronel Wagner Moretzsohn, o porta-malas se abriu durante a viagem.

Um dia antes, a Polícia Civil informou que abriu inquérito para investigar o caso e periciar as armas utilizadas pelos agentes. A intenção é descobrir se os tiros que atingiram o pescoço e as costas de Cláudia partiram das armas utilizadas por agentes do Estado. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ela chegou morta à unidade.

Claudia faria 20 anos de casada

Mãe de quatro filhos, Claudia, conhecida no Morro da Congonha como Cacau, era auxiliar de serviços gerais do Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins. Nascida e criada em Madureira, ela ainda cuidava de quatro sobrinhos. A vítima faria 20 anos de casada com o vigia Alexandre Fernandes da Silva, de 41 anos, em setembro deste ano.

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A morte de Cláudia revoltou outros moradores do Morro da Congonha, que realizaram dois protestos na Avenida Edgar Romero. Principal via de Madureira, ela foi fechada à tarde e à noite. Barricadas foram feitas e, no último ato, dois ônibus foram incendiados.

Protesto

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Revoltados com o caso, moradores do Morro da Congonha fizeram protestos pela manhã e também à noite. Eles chegaram a fechar a Avenida Edgar Romero.



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