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Um século de crises e ameaças

A revolucao de Aviz 2014 google img   A revolução de Aviz

O comércio tornou-se importante atividade econômica em Portugal a partir do século XI. Afluíam às cidades portuguesas mercadores italianos, flamengos, alemães e ingleses, enquanto comerciantes portugueses estabeleciam feitorias na Flandres e na Inglaterra. Apareceu mais nítida ã divisão da economia portuguesa em dois setores: o agrário, no interior do país, marcado por uma série de traços feudais (impostos, taxas e corvéias) e o mercantil, voltado para Q mar, fazendo de Portugal um dos pontos de germinação do capitalismo comercial europeu.
Durante O século XIV, o aprofundamento da crise do sistema feudal aumentou a exploração dos nobres sobre os trabalhadores agrícolas, situação que resultou no desencadeamento de inúmeras revoltas e no aumento do êxodo rural. O abandono dos campos fez crescer a população das cidades que, dada a situação de crise, vivia também em condições precárias.

A segunda metade do século XIV foi também um momento de grande expansão do reino de Castela. Ainda empenhada na luta pela reconquista, a nobreza castelhana ambicionava anexar Portugal e outros reinos cristãos da Península.

Em meio à crise do feudalismo, grande parte dos nobres portugueses era favorável a uma união com Castela, pois um rei estrangeiro tenderia a permitir um aumento do poder particularista. Além disso, esses nobres desejavam conquistar novas terras e realizar saques através da luta contra os mouros que ocupavam o sul da Espanha e o norte africano. Os burgueses e parte da nobreza ligada ao poder real foram os grandes defensores da independência do reino português contra o expansionismo castelhano. Principalmente para a burguesia era muito importante manter a soberania * e um poder real forte que incentivasse o comércio, ao invés de dedicar-se fundamentalmente a um esforço cruzadista.

O processo revolucionário

Durante o reinado de D. Fernando (1367-1383) aumentaram as possibilidades de união dos países. A esposa do rei, D. Leonor, era grandemente influenciada pelo Conde de Andeiro (dizia-se que eram amantes), partidário dos castelhanos. A filha de D. Fernando casou-se com o rei de Castela, D. João I.
Em 1383, com a morte de D. Fernando, sua filha assumiu o trono e tentou consumar a união com Castela. A reação do povo (“arraia miúda”) do grupo mercantil e de elementos da nobreza lusa foi imediata. Revoltosos liderados pelo burguês Álvaro Pais e por Nuno Alvares Pereira um nobre comandante do exército, assassinaram o Conde de Andeiro a 6 de dezembro e obrigaram D. Leonor e parte da nobreza a fugir para Castela. Logo depois o povo aclamou rei a D. João Mestre de Aviz, bastardo irmão de D. Fernando.

Enquanto tropas castelhanas invadiam Portugal, eram reunidas as cortes para aprovar a indicação do novo rei. Na assembléia que reunia elementos do clero, nobreza e povo, a força da burguesia havia aumentado e a aceitação de D. João foi vitoriosa, pois de defendida habilmente pelo jurista João das Regras.
Em agosto de 1385, as forças portuguesas obtiveram uma vitória decisiva sobre Castela, na Batalha de Aljubarrota. D. João, consolidado no poder, iniciou a dinastia de Aviz, junto à qual tornou-se crescente a força da burguesia e de uma nobreza renovada, uma vez que inúmeros nobres abandonaram o país. Estavam criadas as condições políticas que favoreceriam a grande expansão comercial e marítima do reino português, durante o século XV.

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