terça-feira , 22 agosto 2017
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Os portugueses na Ásia

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Os portugueses na Ásia

Os portugueses na AsiaNa Índia encontravam-se grandes riquezas. Pimenta, canela, cravo, gengibre, noz-moscada, perfumes, pedras preciosas e ouro eram alguns dos produtos que o subcontinente indiano oferecia aos europeus.

A chegada dos portugueses ao Oriente representou um outro golpe no comércio das cidades italianas já abalado pela invasão turca do Império Bizantino. Buscando diretamente na fonte produtora a pimenta, os portugueses por ela pagavam de dois a três cruzados o quintal * a ser vendido na Europa a trinta cruzados, com lucros extraordinários. Os italianos, dependendo de inúmeros intermediários, geralmente árabes, vendiam o mesmo quintal a oitenta cruzados.

Portugal tentou estabelecer um monopólio sobre 0- comércio com a Asia, guerreando os comerciantes árabes em toda a região do Indico e procurando estabelecer fortins e feitorias em diversos pontos estratégicos daquele oceano. Com esta ocupação de pontos, chegou-se a sonhar com a edificação de um grande império nas distantes terras asiáticas.

Em 1505, foi nomeado primeiro vice-rei da India Francisco de Almeida que, à frente de imensa expedição, deveria consolidar as posições ocupadas pelos portugueses e extirpar a presença dos concorrentes árabes na região.
o sonho do império oriental atingiu o apogeu entre os anos de 1509 e 1515 com Afonso de Albuquerque, segundo vice-rei da índia. Através de intensos combates, foram ocupadas a região de Goa na índia, o Estreito de Málaca, a localidade de Ormuz, visando o controle do Golfo Pérsico e a Ilha de Socotora à entrada do Mar Vermelho. Ocupando Ormuz e Socotora, procurava-se arruinar, em definitivo, o comércio árabe que levava os produtos orientais para os comerciantes italianos no Mediterrâneo.

A crise do comércio português na Ásia

Não obstante o ímpeto da expansão portuguesa, a aventura do comércio com a Ásia foi um fracasso que só apareceu claramente no final do século XVI. Portugal, como tantos outros países ao longo da história, abocanhara muito mais do que podia deglutir. Os custos das viagens, das operações guerreiras e da dominação de territórios, em dinheiro e material humano, revelaram-se muito altos para uma nação pequena, pobre, com população que mal chegava a dois milhões de almas. Desde as suas origens, a expansão havia sido realizada de forma deficitária, empurrando-se para diante o endividamento do país, junto a banqueiros de várias partes da Europa.

A força da burguesia portuguesa junto ao Estado e na empresa expansionista também havia diminuído. Comerciantes judeus que passaram a sofrer perseguições da Inquisição, já no reinado de D. Manuel, o Venturoso, abandonaram o país em grande número, levando seus cabedais, sua experiência comercial e financeira para a Holanda.
Os esforços militares, cada vez mais necessários na empresa das Indias, fortaleceram a posição da nobreza no empreendimento, fazendo com que esta classe absorvesse grande parte dos possíveis lucros que por ela eram aplicados em terras, castelos e gastos suntuários, fora portanto do circuito da atividade comercial.

Por último, foi impossível manter o monopólio do comércio indiano. Outras nações européias lançaram-se pelos caminhos abertos pe~os portugueses em um século de contínuos esforços. Os produtos orientais, em oferta abundante no mercado europeu, passaram por uma contínua baixa de preços que arruinou as grandes esperanças da economia portuguesa.
Os sonhos da India esfumaram-se ao longo do século XVI, mais ou menos ao mesmo tempo em que progrediam os esforços para a colonização do Brasil.

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Este artigo sobre Os portugueses na Ásia, aborda alguns assuntos relacionados com História do Brasil, e foi atualizado em 2011-05-20
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