Origens do feudalismo na Europa dos reinos bárbaros

Origens do feudalismo na Europa dos reinos bárbaros

Europa dos reinos bArbaros

Devastada pelas contínuas invasões e lutas, a Europa Ocidental, a partir do século V, apresentava-se dividida numa série de reinos, com a perda da antiga unidade imperial romana. Continuou a desenvolver-se o processo de decadência econômica: o comércio declinou, a moeda lentamente desapareceu e as cidades esvaziaram-se. A reduzida produtividade agrícola e o declínio do comércio geraram unia tendência à auto-suficiência; as diversas regiões tendiam a produzir apenas para si.

Nos campos, a população tendia a agrupar-se em torno dos grandes senhores de terras buscando proteção, e a escravidão, extinta em grande parte nos momentos finais do Império Romano, foi progressivamente substituída pela servidão. O trabalhador escravo era instrumento de uso e de troca, isto é, trabalhava para o seu proprietário e, como mercadoria, podia ser vendido e trocado. O que mudou com a servidão? O servo era apenas instrumento de uso, não podendo ser trocado ou vendido. Ele e sua família apresentavam-se fixados a terra e deviam prestar, aos grandes senhores, inúmeros serviços obrigatórios, as chamadas corvéias. Recebiam uma parte da produção, mas eram obrigados ainda ao pagamento de inúmeros impostos.

A situação econômico-social dos camponeses servos constituiu a base para a organização do modo de produção feudal que se implantou definitivamente na Europa depois de novas invasões, ocorridas a partir do século VIII.

Árabes, normandos e magiares

Organizados social e politicamente pela religião islâmica, os árabes, a partir do século VII, conquistaram extensos territórios no Oriente, chegando até a índia e dominando o Oceano Indico e o Mar Vermelho com seus mercadores. Depois, expandiram-se para o Ocidente, conquistando o Oriente Médio, o Norte da África e a Península Ibérica. Tentaram conquistar a França, mas foram derrotados em 732 na Batalha de Poitiers. Dirigiram-se então ao Mediterrâneo que foi completamente dominado por eles, fechando-se para os europeus a mais importante via de comércio e navegação da época.

Enquanto os árabes atacavam o sul da Europa, a pirataria normanda devastava o litoral do Mar do Norte e do Mar Báltico, e os magiares com sua temível cavalaria assolavam a- Europa Central.

Essas invasões do século VIII consolidaram tendências econômico-sociais, existentes desde o século V, e resultaram na implantação definitiva do modo de produção feudal com sua economia de subsistência baseada no trabalho servil.

No plano da vida política, os séculos VIII e IX presenciaram o triunfo das tendências descentralizadoras que datavam da crise do Império. Durante a maior parte da Idade Média o poder do Estado foi fraco. Por toda parte a autoridade dos reis era diminuída, enquanto aumentava a dos grandes senhores feudais e a da Igreja

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