terça-feira , 22 agosto 2017
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História do Brasil – Razões do expansionismo português

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As Razões do expansionismo português

A procura de mercados, de novos territórios para realizar comércio, foi o mais importante fator da expansão marítima dos europeus nos séculos XV e XVI.
Até o século XV, os europeus realizavam trocas no Oriente Médio e no Norte da Africa, e a estreiteza desses mercados foi colocada em evidência durante a crise do século XIV. Principalmente depois do recuo da expansão cruzadista no Oriente Médio e do avanço turco naquela região, o “Mar Tenebroso” (Oceano Atlântico) colocou-se como a única alternativa para a expansão do comércio europeu.

No entanto, a abertura das rotas atlânticas apresentava imensas dificuldades, tornando-se quase impossível a empresas particulares isoladas. Nos diversos países europeus e especialmente em Portugal, coube ao Estado reunir capitais, navios, homens, armas e suprimentos, ou seja, os recursos para realizar as navegações oceânicas que possibilitaram o comércio com a Africà, Asia e finalmente a chegada ao continente americano. Esta reunião de meios materiais o Estado realizou coletando empréstimos, impostos e coordenando as atividades dos comerciantes através da política mercantilista. No caso de Portugal, o Estado encontrava-se fortalecido desde antes do século XV e pôde investir capitais e controlar, em detalhes, o processo de expansão que, uma vez realizado, fortaleceu ainda mais o poder real. Depois da Revolução de 1383 os reis agricultorés-da primeira dinastia (Borgonha) cederam lugar aos reis mercadores.

Um outro fator fundamental para as grandes navegações foi o grande progresso técnico-científico da época, especialmente nos campos da matemática, astronomia e construção naval. Tal progresso resultou do emprego de recursos crescentes no campo da técnica e da ciência por parte dos reis e dos comerciantes, um tipo de prática que teve um bom exemplo na Escola de Sagres.
Em Portugal e em várias nações européias, um outro fator de grande importância na expansão foi a crise do feudalismo. No caso português, o êxodo para a beira-mar tornou constante a falta de mão-de-obra no campo, a crise da agricultura e a decadência econômica dos nobres. Uma saída para esta nobreza foi dedicar-se cada vez mais a guerras, visando a tomada de novas terras e possíveis pilhagens.

A belicosidade *, os desejos de realizar saques e tomar terras por parte dos nobres portugueses foram freqüentemente disfarçados com o espírito de cruzada. O pretexto de combater pela cruz ajudou a impulsionar inúmeras conquistas de territórios mouros e africanos.
Nobres e burgueses uniram-se no expansionismo, ainda que entre as duas classes existissem divergências quanto aos objetivos finais: os mercadores desejavam fazer comércio, enquanto os grandes senhores queriam terras e o produto dos saques.

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Este artigo sobre História do Brasil – Razões do expansionismo português, aborda alguns assuntos relacionados com Receitas, e foi atualizado em 2010-11-18
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