terça-feira , 15 agosto 2017
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Fim do “Zé gotinha” – Vacinação, o que você precisa saber

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vacinaO Zé Gotinha, ícone das campanhas de vacinação oral no Brasil, pode deixar de existir. A Organização Mundial da Saúde (OMS) está discutindo a substituição da Sabin, vacina oral, com vírus vivo, pela Salk, com vírus inativado. O principal motivo é a possibilidade de a criança (ou quem more com ela) desenvolver a doença por vírus derivado da própria vacina. Nas últimas décadas, quando era necessário erradicar a doença, as seqüelas representavam uma porcentagem pequena em razão do alcance em larga escala da imunização – 1 para cada milhão de doses. Com o vírus controlado e raros relatos da doença, as seqüelas passaram a ser uma porcentagem importante, o que causou a discussão na OMS. Ambas têm excelente eficácia.

Saiba qual é a hora certa para cada dose
Não é por acaso que a carteira de vacinação é exigida quando seu filho vai ser vacinado. Os dados contidos nela podem ser decisivos na manutenção da saúde da criança. Por exemplo, entre uma vacina e outra, principalmente com aquelas que usam o agente vivo, é preciso um intervalo entre 15 e 30 dias, se elas não forem dadas no mesmo dia. Isso porque o organismo produz uma reação inespecífica que atrapalha a ação de uma segunda vacina, quando dada em dias próximos, podendo comprometer sua eficácia. O indicado, sempre que possível, é dar todas as doses no mesmo dia para evitar a reação e, de preferência, em lugares diferentes do corpo por questões de eficácia e segurança.

Vacinas especiais – e gratuitas
Crianças prematuras, com HIV ou com trissomias – como a síndrome de Down– podem ter acesso ao serviço dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), um programa de vacinas especiais gratuitas. Quem faz o pedido é o especialista. Bebês prematuros, por exemplo, têm de três a quatro vezes mais chances de ter doença por pneumococo, uma bactéria responsável por pneumonia e meningite e podem ser vacinados com autorização médica. Informações no www.cve.saude.sp.gov.br/htm/imuni/unid_imunobi.htm.

Gripe: 80% de eficácia – O assunto sempre gera dúvidas
A gripe em crianças foi um dos temas do Simpósio Brasileiro de Vacinas, que ocorreu no fim deste mês. O assunto sempre gera dúvidas. Nos EUA, um evento incomum levou os norte-americanos a questionar a importância da vacinação. Dezenas de crianças imunizadas morreram de gripe. Mas as mortes foram provocadas por tipos do vírus influenza que a vacina não incluía. É a OMS que diz para os laboratórios quais os tipos de vírus que devem estar na vacina. Isso é feito com cerca de um ano de antecedência. A cobertura entre 75% e 80%, na opinião dos médicos, é uma arma contra a doença e justifica a indicação do imunizante. Quem o toma pode ficar totalmente protegido ou ter formas mais brandas da doença. Crianças entre 6 meses e 9 anos, que nunca a tomaram, devem receber duas doses, com intervalo de um mês. A dose custa cerca de R$ 80.

Em aerossol
A (OMS) Organização Mundial da Saúde atualmente está apostando nas vacinas em aerossol. Já está à venda nos Estados Unidos uma contra gripe e os testes de outra, contra o sarampo, estão em estágio adiantado na Índia. A imunização por inalação diminui o risco de infecção pela agulha, o custo é menor e o prazo de validade, maior. Não há previsão para a chegada ao Brasil.

Mortes de recém-nascidos – Cuidados ao trato genital da mulher
Um estudo internacional em fase avançada pode reduzir a principal causa de mortes de recém-nascidos por infecção. O estreptococo B, uma bactéria do trato genital da mulher, pode ser transmitido na gestação, quando ocorre rompimento da bolsa, por exemplo, ou durante o nascimento, mesmo tratando-se de cesárea. Cerca de 15% das mulheres têm a bactéria e metade dos bebês contaminados morre. A vacina seria para mulheres em idade fértil. Ainda não há previsão para sua comercialização.

Arma contra a dengue
A epidemia no Rio de Janeiro, com mais de 1.500 novos casos por dia, poderia ser evitada se a vacina contra dengue já existisse. A boa notícia é que grupos de pesquisadores brasileiros, como os da Fundação Oswaldo Cruz, a estão desenvolvendo, mas ainda é cedo para dizer quando estará disponível no mercado. Uma das estimativas é 2010.

Vacinadas no bumbumOnde dar a picadinha?
A obesidade também afetou a vacinação. Crianças extremamente obesas não devem ser vacinadas no bumbum, por exemplo, porque a gordura em volta do músculo pode diminuir a absorção e a eficácia da vacina. O melhor local é o deltóide, um músculo do ombro, ou no lado lateral da coxa, quando pequeno.

Fonte: revistacrescer.globo.com

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Este artigo sobre Fim do “Zé gotinha” – Vacinação, o que você precisa saber, aborda alguns assuntos relacionados com Saúde, e foi atualizado em 2009-04-23
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