Expansão Européia e Descobrimento – História do Brasil

Expansão Européia e Descobrimento – História do Brasil

Expansão Européia e Descobrimento

A descoberta do Brasil foi o resultado do desenvolvimento econômico da Europa nos fins da Idade Média, e da expansão marítima, liderada pelos portugueses durante o século XV. Num primeiro momento, Portugal deu reduzida importância à nova terra, pois encontrava-se totalmente voltado para o comércio com a Ásia.

Razões do expansionismo português

A procura de mercados, de novos territórios para realizar comércio, foi o mais importante fator da expansão marítima dos europeus nos séculos XV e XVI.
Até o século XV, os europeus realizavam trocas no Oriente Médio e no Norte da África, e a estreiteza desses mercados foi colocada em evidência durante a crise do século XIV. Principalmente depois do recuo da expansão cruzadista no Oriente Médio e do avanço turco naquela região, o “Mar Tenebroso” (Oceano Atlântico) colocou-se como a única alternativa para a expansão do comércio europeu.

No entanto, a abertura das rotas atlânticas apresentava imensas dificuldades, tornando-se quase impossível a empresas particulares isoladas. Nos diversos países europeus e especialmente em Portugal, coube ao Estado reunir capitais, navios, homens, armas e suprimentos, ou seja, os recursos para realizar as navegações oceânicas que possibilitaram o comércio com a Áfricà, Ásia e finalmente a chegada ao continente amerícano. Esta reunião de meios materiais o Estado realizou coletando empréstimos, impostos e coordenando as atividades dos comerciantes através da política mercantilista.

caso de Portugal, o Estado encontrava-se fortalecido desde antes do século XV e pôde investir capitais e controlar, em detalhes, o processo de expansão que, uma vez realizado, fortaleceu ainda mais o poder real. Depois da Revolução de 1383 os reis agricultores da primeira dinastia (Borgonha) cederam lugar aos reis mercadores.
Um outro fator fundamental para as grandes navegações foi o grande progresso técnico-científico da época, especialmente nos campos da matemática, astronomia e construção naval. Tal progresso resultou do emprego de recursos crescentes no campo da técnica e da ciência por parte dos reis e dos comerciantes, um tipo de prática que teve um bom exemplo na Escola de Sagres.

Em Portugal e em várias nações européias, um outro fator de grande importância na expansão foi a crise “do feudalismo. No caso português, o êxodo para a beira-mar tornou constante a falta de mão-de-obra no campo, a crise da agricultura e a decadência econômica dos nobres. Uma saída para esta nobreza foi dedicar-se cada vez mais a guerras, visando a tomada de novas terras e possíveis pilhagens.

A belicosidade, os desejos de realizar saques e tomar terras por parte dos nobres portugueses foram freqüentemente disfarçados com o espírito de cruzada. O pretexto de combater pela cruz ajudou a impulsionar inúmeras conquistas de territórios mouros e africanos. Nobres e burgueses uniram-se no expansionismo, ainda que entre as duas classes existissem divergências quanto aos objetivos finais: os mercadores desejavam fazer comércio, enquanto os grandes senhores queriam terras e o produto dos saques.

Um primeiro objetivo: Ceuta

Situada em frente ao Estreito Gibraltar, Ceuta era importante centro muçulmano no Norte da Africae, no início do século XV, foi o primeiro grande passo da aventura expansionista portuguesa.
Era uma cidade muito importante por ser base de piratas muçulmanos que atuavam no Mediterrâneo, e um grande centro comercial do Marrocos, ponto final de rotas transaarianas que traziam ouro e produtos orientais do Egito e do Sudão.

No ano de 1415, reunindo grandes recursos e esperanças, os portugueses tomaram Ceuta, ali realizando uma rica pilhagem no momento da conquista. Mas as frustrações não tardaram. Os conquistadores não conseguiram ir além dos limites da cidade, nela permanecendo ilhados pelos mouros permanentemente hostis. As caravanas com ouro e produtos orientais foram desviadas e a região esvaziou-se’ economicamente. Ao mesmo tempo, a manutenção militar do domínio português implicava crescentes despesas.

Termos
  • estados europeus em expansao no seculo xv

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