O estudo científico da história do Brasil

Definições sobre o estudo científico da história do Brasil

Estudo cientifico da historia

A História é uma das ciências sociais empenhadas na reconstrução do passado e do presente, sendo muitas vezes extremamente difícil estabelecer fronteiras entre cada um desses momentos do tempo.

No seu trabalho o historiador utiliza fontes que podem ser: escritas, como documentos oficiais e particulares, jornais, livros; orais, como discos ou fitas gravadas; ou visuais, quadros, gravuras, fotos e filmes. Na vida cotidiana deparamos com um sem-número de fontes para os mais diversos estudos de História. Por exemplo, para o pesquisador empenhado em descrever e explicar a sociedade brasileira na década de 1980, seriam materiais importantes: cadernos de contas de famílias de várias classes; documentos mostrando o funcionamento de empresas; declarações de renda; decretos governamentais; panfletos sindicais e políticos, livros, revistas, jornais, fotos e filmes.

O historiador, como todo cientista, deve, num primeiro momento, definir o problema que deseja estudar, após o quê, passa a coletar a documentação relativa ao tema, aí incluindo trabalhos já realizados por outros estudiosos. Por exemplo: desejamos determinar os níveis de renda, consumo e poupança da classe média, na cidade de São Paulo, no início dos anos setenta. As primeiras fontes para a nossa pesquisa podem ser oficiais: documentos de entidades governamentais como o IBGE, Ministério da Fazenda, sobre salários, preços e índices de poupança. Além da documentação oficial, deveríamos utilizar também documentos de outras fontes como: sindicatos, jornais, institutos independentes de pesquisa.

O estudo das fontes deve ser feito de forma crítica. Nem tudo o que é dito pelos materiais coletados para a pesquisa é expressão da verdade. Ao longo da história, governos, instituições e pessoas tendem a afirmar, como verdade, aquilo que muitas vezes é apenas expressão dos seus interesses. Essas mentiras podem ser deliberadas ou inconscientes. Cabe ao historiador comparar, criticar, estudar fontes de variadas tendências, numa tentativa de reconstruir o que aconteceu da forma mais exata possível. Essas conclusões, por sua vez, com o avanço científico podem ser mais bem explicitadas, confirmadas ou negadas.

A história e o tempo

No estudo das diversas sociedades, é de grande importância a observação do seu desenvolvimento no tempo. Por isso, os estudos de História recebem grande colaboração da cronologia, uma atividade científica que estuda a organização e as divisões do tempo.

Nos estudos de História existe uma divisão cronológica tradicional e básica: em quatro grandes períodos: a Antiguidade que durou aproximadamente de 4000 a.C. até o século V da nossa era, quando se deu a queda do Império Romano do Ocidente; do século V ao XV tivemos o período da Idade Média, cujo final é assinalado pela queda de Constantinopla em 1453; a Idade Moderna, iniciada no século XV, terminou no fim do século XVIII com o início da Revolução Francesa; o momento que vai de 1789 até nossos dias foi chamado de Idade Contemporânea.

A História do Brasil

A rigor, a História do Brasil começou com os indígenas que aqui chegaram, há aproximadamente dez mil anos, originários da Ásia e da Polinésia. As sociedades indígenas americanas mantiveram-se isoladas em relação ao resto do mundo, até a chegada dos europeus no fim do século XV e início do XVI.

A partir de 1500, o Brasil e a América passaram a ser integrado no sistema capitalista que, nascido no continente europeu, terminou por tornar-se mundial. A economia do Brasil Colônia foi organizada principalmente em função dos interesses e decisões de governantes e empresários europeus, iniciando-se dessa forma a história de uma sociedade dependente.

As sociedades dependentes caracterizam-se por não possuir, no interior de suas fronteiras, a maior parte dos centros das decisões mais importantes para seu desenvolvimento. O Brasil e a América espanhola, mesmo depois da independência e especialmente no tocante à economia, se constituíram como sociedades dependentes da Europa Ocidental e, a partir do século XIX, dos Estados Unidos. Dessa forma, para o estudo da história da América Latina, torna-se fundamental um mínimo de conhecimento da história dos países centrais do sistema capitalista internacional.

A dependência revela-se clara na história do Brasil desde a descoberta que, fundamentalmente, explica-se pelas mudanças ocorridas na Europa dos fins da Idade Média com a crise do sistema feudal e o nascimento do capitalismo comercial.

Termos
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