quinta-feira , 14 setembro 2017
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A terapia nutricional é parte fundamental no tratamento terapêutico de diabéticos

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A terapia nutricional é parte fundamental do plano terapêutico do diabetes,
podendo reduzir a hemoglobina glicada entre 1-2%. Baseia-se nos mesmos princípios básicos de uma alimentação saudável (Ver as diretrizes para profissionais de saúde e para famílias no Guia Alimentar Para a População Brasileira Promovendo a

Alimentação Saudável), quais sejam:
• A quantidade energética ingerida deve ser adequada à atividade física e ser
fracionada em 5 a 6 refeições/lanches diários.
• A ingestão diária deve conter de 50 a 60% de caboidratos, a maior parte em

forma complexa. Para tanto, os pacientes devem ser encorajados a comer alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, feijões e cereais integrais.
• A ingestão diária deve conter no máximo 30% de gorduras, sendo não mais de um terço sob a forma de ácidos graxos saturados; não exceder a 300 mg/dia de colesterol.
• Alimentos que contêm sacarose (açúcar comum) devem ser evitados para
prevenir oscilações acentuadas da glicemia. Quando consumidos, o limite é de 20 a 30g por dia de açúcar de forma fracionada e substituindo outro carboidrato para evitar o aumento calórico. A recomendação não é encorajá-los a comer doces, mas, auxiliá-los a, quando usar esses alimentos, fazê-lo de modo que não os prejudique.
• A ingestão de álcool, quando consumido, deve ser moderada e de preferência com as refeições. O limite diário é de uma a duas doses, isto é, 10-20g de álcool/dia. Um copo (90ml) de vinho contém 1,1 doses, uma lata de cerveja (350ml) 1,7 doses, e
uma dose (35ml) de destilados 2 doses de álcool. Pacientes com hipertrigliceridemia
ou mau controle metabólico não devem ingerir bebidas alcoólicas.
• O uso moderado de adoçantes não-calóricos (ciclamato, sucralose, sacarina, aspartame, acesulfame, e stévia) é seguro quando consumido em quantidades adequadas. Os alimentos dietéticos podem ser recomen-dados, mas, é preciso ficar atento sobre seu conteúdo calórico e de nutrientes. Alimentos diet são isentos de sacarose, quando destinados a indivíduos diabé-ticos, mas, podem ter valor calórico elevado, por seu teor de gorduras ou outros componentes). Alimentos light são de valor calórico reduzido em relação aos alimentos convencionais. Os refrigerantes e as gelatinas dieté-ticas têm valor calórico próximo de zero e podem
ser consumidos. Por outro lado, cho-colate, sorvete, alimentos com glúten (pão, ma-carrão, biscoitos), mesmo quando diet, são calóricos e seu uso não deve se encorajado. Adoçantes calóricos como a frutose (p.ex., o mel), devem ser usados com restrição, respeitando as limitações indicadas na orientação dietética.
Cerca de 80% dos pacientes recém-diagnosticados são obesos. Para esses, as medidas para o controle de peso adquirem uma importância ainda maior. (Ver o Caderno de Atenção Básica nº 12 – Obesidade”). Alguns aspectos merecem destaque:
• A perda de peso é recomendada para todos os pacientes com sobrepeso ou obesidade.
• A abordagem primária para alcançar a perda de peso é mudanças de estilo de vida, incluindo não apenas a redução da ingestão calórica, mas, também, o aumento da atividade física. É importante salientar que perdas modestas de peso da ordem de 5% a 10% trazem benefícios metabólicos significativos.
• A dieta deverá apresentar redução de 500kcal a 1.000kcal do valor energético diá-rio previsto, que permitem per-das ponderais de 0,5kg a 1kg por semana. Para a maioria dos pacientes, a perda de peso pode ser alcançada com uma dieta com 1.000-1200kcal/dia (mulheres) e 1.200-1.600kcal/dia (ho-mens).
• Pacientes que não conseguem emagrecer podem estar precisando de maior
suporte emocional ou orientação nutricional mais individualizada para vencer o desafio da mudança de estilo de vida.
Pacientes que utilizam insulina devem procurar manter seu padrão alimentar mais ou menos constante a cada dia, incluindo o valor energético total, a quantidade de carboidratos e a distribuição nas diferentes refeições.

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Este artigo sobre A terapia nutricional é parte fundamental no tratamento terapêutico de diabéticos, aborda alguns assuntos relacionados com Saúde, e foi atualizado em 2008-10-13
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